Anticristo (2009)

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Um suspense tenebroso mostrando o lado mais diabólico da natureza de uma mulher. Um casal acaba perdendo seu filho em um acidente fatal durante um ato de sexo, em que não viram o garoto pular pela janela. A mulher entra em desespero profundo e é internada no hospital. Porém seu marido, um terapeuta que acredita apenas em seus métodos como a cura dos problemas, decide levá-la ao local que a trazia mais medo em sua consciência: a casa no campo. Ele traça uma pirâmide, dividindo os níveis de seus temores e, assim, coloca a floresta do Éden em primeiro lugar na escala. Quando se mudam para o local, a mulher começa a apresentar um comportamento totalmente psicótico, temendo até mesmo a grama em que pisa. A natureza ao seu redor parece querer afastá-la para longe de suas memórias. Começa a ver inúmeras cenas inusitadas, como árvores com representação diabólica e animais abortando os seus filhotes. Ela cria um sentimento de rancor pela maneira como o marido a vinha tratando, vendo isso como uma forma de tentar afastá-la de si. Já ele, descobre novos fatos sobre o estranho adoecimento de sua parceira, vendo cenas assombrosas como as descritas por ela. Logo, descobre sua nova fixação por bruxas e a forma como eram tratadas pelos homens, se assemelhando a uma. Isso se torna um pesadelo para ambos, e o terapeuta se torna a presa de sua própria paciente, recebendo um golpe brutal contra seus membros e privando de se locomover. Porém, consegue escapar da cabana e se esconde em um buraco na floresta. A mulher, já totalmente fora de si, o persegue e o leva de volta para entregá-lo como oferenda para os três mendigos da natureza. Por fim, ele a sufoca até a morte, deixando seu corpo para os três animais que aparecem, o corvo, o viado e a raposa, que surgem em diferentes momentos durante o filme. Quando ele foge de lá se defronta com um grupo gigante de mulheres vestidas como antigamente, que passam por ele como se fosse um fantasma.

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Todos os aspectos do filme parecem bizarro para quem está acostumado com os modelos hollywoodianos. O extraordinário disso está na forma como nos assemelhamos aos personagens, mesmo não tendo nada a ver. A forma nua e crua como são expostos é marcante, pois eles encaram o ambiente ao seu redor como alguém totalmente humano. O medo como principal fatos dos filmes de terror, acaba sendo colocado de lado nessa obra, que se assemelha muito ao gênero, mas o que fica em seu lugar é a razão contra esse sentimento. Tudo tem uma devida explicação para a sua origem e até mesmo a natureza pode fazer parte disso. O roteiro é genial ao unir a psicologia do homem de frente com a psicologia da natureza, levando em conta que ela é o próprio diabo. A fotografia presente no filme é tremendamente bela, dado o marco da floresta com a união com a luz do dia e da noite. Ela reflete a verdadeira face sombria do desconhecido, que também pode ser considerado tão magnífico. Lar Von Trier sempre cria algum jeito de chocar a platéia em seus filmes. Nesse escolheu colocar algumas cenas de mutilação contra os próprios seres na peça. Sangues se mistura ao nu e se desenrola em vários conflitos que deixam qualquer um pasmo. Além de dividir toda a trama em seis capítulos, como se estivesse narrando um dos contos de Stephen King. Merece uma medalha de ouro, mesmo sendo encarado como um dos famosos “gores” europeus.

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Diretor: Lars von Trier

Produtor: Meta Louise Foldager

Roteirista: Lars von Trier

Atores: Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg

AVALIAÇÃO FINAL:

9

TRAILER:

Projeto Instituto NT – Brothers (2008)

O The Movie Times, procurando promover a cultura cinematográfica em Porto Alegre, está divulgando a crítica de filmes a partir do cinema independente: Instituto NT. Se você busca conhecer um pouco além dos blockbusters, fique ligado no blog para conhecer o outro lado da sétima arte.

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Dois irmãos vivendo o presente a partir de suas marcas deixadas pelo passado e, sobretudo, as diferenças religiosas. Dan mora em Israel junto de sua família, mantendo um trabalho humilde como pastor de um kibbutz. Sua rotina muda a partir do momento que recebe uma carta do irmão que não via desde a infância dizendo que ia visitá-lo. Para sua surpresa, Aharon havia se tornado com o tempo um seguidor ortodoxo do judaísmo e mudou todas as suas ideologias. O convívio entre ambos acaba se tornando um inferno, pois cada um acreditava em valores totalmente opostos e tornam a brigar novamente. Mas a verdadeira razão pela visita do irmão estava no intuito de defender os direitos religiosos de estudantes do Torá em não servirem o exército, como todos os cidadãos israelitas. Ele e a advogada Shelly começam um embate com pontos de vista opostos procurando defender suas crenças sociais no tribunal. O que segue são uma série de conflitos e descobertas para Aharon, vendo a verdadeira face de seus seguidores ortodoxos, que farão de tudo para manter sua posição, até mesmo atentados. Assim, ele começa a se opor ao que antes acreditava ser o caminho de Deus e ver que tudo não passava de apenas uma mentira. Isso o leva a quebrar alguns de seus padrões, como sua paixão pela adversária jurídica e o perdão sobre Dan, no qual descobrirmos o real motivo pela separação entre eles. Enquanto pratica sua jornada de auto conversão, inesperadamente é atacado por um grupo de estudantes fundamentalistas disfarçados de árabes, o levando para o hospital em estado grave. Durante a festa de comemoração dos 50 anos do kibbutz no qual seu irmão trabalha, a notícia de seu falecimento vem a tona e acaba que a cerimonia se torna uma homenagem para sua pessoa.

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O segredo de todo esse grandioso trabalho está na forma como a traçada a diferença entre as crenças religiosas e as crenças com base no Estado. Para exemplificar esse fato e dar mais drama para a relação, estabeleceram dois personagens, ambos com suas mentes em caminhos opostos, apenas ligados pelo mesmo sangue. Conforme o filme segue, começamos a ver as mudanças de visão sobre algo que parecia ser imutável. Percebemos com o personagem a oposição entre dois mundos tão próximos, o que cria um elo com o roteiro e fatos reais vividos pela sociedade da região. Todos se tornam bonecos manipulados por forças superiores, tanto elas escritas em livros antigos como definidas por Israel. Seus aspectos técnicos, mesmo com qualidades pouco profissionais e algumas cenas mal feitas, consegue se estabelecer como um longa metragem de cunho ideológico que busca ensinar através da ficção. Mesmo com atores pouco ou não conhecidos na área, nos prendemos a eles, dada a sua forte presença durante toda a história. Ambos os irmãos se tornam a peça chave de todo o conflito, com diálogos semelhantes a realidade. O que parece  é que estamos inseridos dentro de uma família judaica, levando a entender como funciona seus padrões e descobrindo que nem todas as religiões são perfeitas. Brothers é impactante por se tratar de um tema chocante e atual, mas não deixa de ser um drama bem condizente às estruturas do cinema.

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Diretor: Igaal Niddam

Produtor: Nasser Bakhti

Roteirista: David Belhassen e Roy Katsiri

Atores: Baruch Brener, Micha Celektar e Orna Pitussi

AVALIAÇÃO FINAL:

9

TRAILER:

Os Infiltrados (2006)

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Um jogo que brinca com a mente, plantado nas entranhas da polícia americana e que mostra as falhas do sistema. Dois homens se formam como policiais, mas seguem caminhos opostos dentro da equipe. Ambos vivendo com identidades falsas e procurando delatar os culpados para seus devidos chefes. Enquanto Colin Sullivan, um condecorado oficial de cargo alto, controla os seus peões dentro da sede sob o controle do mafioso irlandês Frank Costello, Billy Costigan atua como informante da polícia agindo com uma falsa identidade dentro do grupo de Costello. Eles começam a enfrentar inúmeros conflitos conforme descobrem a existência de ambos e passam a se aproximarem sem saber através do relacionamento com a psiquiatra Madolyn Madden. Quando a situação chega no auge, uma guerra entre a lei e o crime toma grandes proporções e vários integrantes de cada lado acabam morrendo. Billy teme por sua vida e procura se tratar consumindo pílulas para manter seu auto controle sem ser descoberto por Frank. Em uma cilada armada pelo seu próprio ajudante, Sullivan, todos os gângsters acabam baleados no tiroteio com os policiais, junto com o mafioso por trás de tudo aquilo. Quando a poeira abaixa, a identidade dos infiltrados acaba sendo revelada e tanto um como o outro arcam com as consequências de suas escolhas. Com um final chocante e cômico, a platéia se espanta com a última cena de todo o desenrolar da trama.

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Martin Scorsese, sempre trabalhando com os atores de nome e um forte roteiro, criou um conflito um tanto quanto chocante. Ele brinca com as relações entre as pessoas, mostrando as máscaras por trás de cada grupo social. Essa psicologia funciona como um jogo de tabuleiro e se une a grandes personagens, que atuam em seu papel de forma a enganar totalmente quem espera um fim determinado. Nada é o que parece. Mesmo tendo seus traços muito similares a um filme de perseguição policial, sua narrativa segue um rumo oposto. Seus cenários não nada espetaculares, pois apenas se situam nas localidades de Boston, com bares pouco iluminados como principal ponto de encontro. A história segue um bom ritmo, iniciando de forma calma, apresentando o crescimento de Billy e Colin, chegando ao cume no conflito entre os dois e terminando no julgamento de cada um pelo destino. Trabalhos como esse que mostram o valor do cinema nas mãos de festivais como o Oscar.

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Diretor: Martin Scorsese

Produtor: Brad Pitt, Brad Grey e Graham King

Roteirista: William Monahan

Atores: Leonardo DiCaprio, Matt Damon, Jack Nicholson, Mark Wahlberg e Martin Sheen

AVALIAÇÃO FINAL:

9

TRAILER:

Sobre Meninos e Lobos (2003)

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Um suspense que envolve desde a amizade até a família, e as transformações dessas relações com o tempo. Três garotos, conhecidos de rua, enquanto jogavam hóquei, acabam deixando a bola entrar no bueiro e decidem fazer algo de diferente para matar o tédio. Assim, decidem escrever seus nomes no cimento fresco da calçada. Quando chega a vez de Dave Boyle, dois homens misteriosos aparecem de carro alegando serem policiais e pedem para que o jovem os acompanhe até sua casa. Mesmo com a oposição dos outros, ele respeita a ordem e segue seu em um caminho que mudará sua vida para sempre. Sem saber, é acolhido por pedófilos que o trancam em uma casa escondida na floresta e o abusam inúmeras vezes, até o  momento que consegue fugir. Na sua lembrança ouve os latidos e uivos de lobos que o perseguiam durante a fuga, deixando essa principal marca como trauma. Muitos anos depois, os três já se encontram velhos, pais de família e detentores de diferentes empregos. Sean Devine se tornou detetive criminal e Jimmy Markum, ex-presidiário e dono de uma mercearia do bairro. Um fato volta a uní-los fortemente: o assassinato da filha de Jimmy, que tem como um suspeito indefinido. Na procura de todos pela solução desse crime, tanto o seu pai como Dave voltam a se falar e relembrar as marcas deixadas pelo passado. Isso atinge o lado emocional de ambos, caindo na tentação de provar o seu amor perante o próprio sangue e uma amizadade desfeita há anos. Por seu temperamento nervoso, Jimmy não resiste e acaba matando à facadas o amigo, que julgava ser o verdadeiro criminoso, mas tem como surpresa a descoberta de que quem realmente fez tal brutalidade era o irmão do namorado de sua filha. Sean após capturá-lo, vem contar a história para o pai da vítima, mesmo sabendo que o outro dos três havia sumido. Por fim, ele guarda esse segredo nas suas entranhas, contando apenas para a mulher, que o acolhe como o guardião da família.

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Esse trabalho sem igual é um marco na atuação de Sean Penn, utilizando de toda sua habilidade emocional para colocar mais drama em seu personagem. Somos levados por seu ódio e amor em busca de uma resposta. Ele é o ponto chave do conflito entre outros dois grandes atores, que acabam se tornando sua sombra na trama. Clint Eastwood soube transformar uma simples história de uma família americana em um suspense característico de sua visão chocante. Ele procura trabalhar cada cena dando fatos específicos que a ligue ao momento e sentimento do personagem em foco, além de escolher um roteiro fantástico para um público diferenciado. Sua parte técnica é simples, mas bem detalhada, prendendo a atenção conforme segue a história. Geralmente procura se basear em uma classe social mais baixa, humilde e trabalhadora, que mesmo por parecer pouco chamativa, guarda segredos sombrios. Todo o filme em si é uma bela amostra para quem procura entender uma mistura de cinema americano com europeu de forma sutil. Ele merecia maior respeitabilidade em suas premiações e por isso, merece, nada menos, que uma medalha de ouro.

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Diretor: Clint Eastwood

Produtor: Clint Eastwood, Robert Lorenz e Judie G. Hoyt

Roteirista: Brian Helgeland

Atores: Sean Penn, Tim Robbins, Kevin Bacon, Laurence Fishburne e Marcia Gay Harden

AVALIAÇÃO FINAL:

9

TRAILER:

O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (2001)

The Lord of the Rings - The Fellowship of the Ring (2001)

A maior criação já feita trazendo a magia de Tolkien do livro para o cinema. Somos apresentados com um resumo da história do “Um Anel” que, junto de outros anéis espalhados pela Terra Média e divido entre os reis de cada raça, foi moldado no fogo pelo senhor das trevas, Sauron. Após travar um confronto entre humanos e elfos, ele é derrotado e perde toda a sua força através do anel. Muitos anos depois, uma criatura chamada Gollum o encontra e adota como seu objeto precioso, vivendo envenenado por sua maldição. Isso não o impede de perdê-lo em um jogo para o hobbit, Bilbo Baggins, que o guarda em segredo de todos, até mesmo de seu amigo, o mago Gandalf. E sob sua imagem, o conto da sociedade do anel se inicia. Em busca de voltar ao Condado para celebrar o aniversário de Bilbo, descobre a existência dos restos de Sauron em suas mãos e decide que ele deve ser levado de volta para onde foi criado e lá, destruído. Mesmo se opondo a idéia, o portador acaba o deixando sob controle de sobrinho, Frodo. Assim, eles traçam uma rota de fuga para que o jovem fuja dos caçadores de Mordor e vá para Rivendell, casa dos elfos, onde decidirão qual será o futuro da Terra Média. Para isso, ele embarca na estrada com a companhia de Sam, Pippin e Merry. A sua jornada muda quando encontram pelo caminho Aragorn, um guerreiro humano que irá guiá-los ao seu destino final com segurança. Após inúmeros confrontos e armadilhas, eles chegam ao local, onde está reunido representantes de cada raça, como anões, elfos, humanos e um mago. A decisão mais plausível que aceitam é montar um grupo para auxiliar Frodo a continuar portando o anel, se intitulando de A Sociedade do Anel. A partir daí, entram em conflito com todos os seres mais sombrios da Terra Média, sob o comando de Saruman, que os bombardeia com orcs, ogros, trolls, uruk-hais e até mesmo uma criatura mítica conhecida como Balrog. Com todos esses inimigos a enfrentar, a sociedade vai perdendo componentes pelo caminho e acaba se dividindo.

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Com um roteiro magnífico e com histórias sem fim, Peter Jackson teve o desafio de passar o mundo criado por J. R. R. Tolkien para a realidade das telas, sem perder o toque de magia dado a cada personagem. Ele seguiu fielmente cada detalhe e procurou aperfeiçoar em aspectos gráficos as fisionomias de certos monstros e cenários, dando um ar mais medieval e fantástico para o longa. Em suas mãos, possuía um elenco de peso que influenciou em grande parte o seguimento das aventuras dos seres dessa terra mágica. Cada um mergulhou em seu personagem, vivendo ele de forma a emocionar o espectador e trazê-lo para dentro da cena. Para cenários não poupou esforços e buscou locações magníficas na Nova Zelândia, desde grandes montanhas com neve até campos verdes onde seriam filmados inúmeras batalhas. Sua equipe de efeitos digitais, muito avançada para a época, também o auxiliou a criar um filme mais condizente com a história original; além de uma trilha sonora estonteante que prende todos os sentidos da pessoa para o momento e intensifica a emoção de cada um. Tudo acaba sendo uma experiência inovadora para o cinema, criando novos fãs de todas as idades que buscaram no Senhor dos Anéis uma magia nunca produzida antes.

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Diretor: Peter Jackson

Produtor: Peter Jackson, Barrie M. Osborne, Tim Sanders e Fran Walsh

Roteirista: Fran Walsh, Philippa Boyens e Peter Jackson

Atores: Elijah Wood, Ian McKellen, Viggo Mortensen, Sean Astin, Liv Tyler, John Rhys-Davies e Orlando Bloom

AVALIAÇÃO FINAL:

8

TRAILER:

V de Vingança (2006)

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O herói que luta pela sociedade e deixou a marca de sua face no mundo inteiro. Baseado nos quadrinhos de Alan Moore, se estabelece uma narrativa que conta a história de uma Inglaterra moderna e fascista. Sua população se mantém escrava de um governo autoritário, sendo que qualquer desobediência levará à prisão ou morte. Todos acabam por vivem dentro de uma bolha, com medo de interagir e agir como em um mundo livre, com medo das consequências daqueles que tudo olham. Nesse contexto macabro, surge a figura de V, um ex-prisioneiro que após torturado e ter o corpo todo queimado busca vingança de cada um que lhe causou dor e, por fim, destruir o símbolo da cidade de Londres, o parlamento. Porém, seus planos mudam ao conhecer a jovem Evey, por quem se apaixona e descobre um passado semelhante. Ele a faz passar por inúmeros testes para inserir a mensagem de liberdade e toda a sua ideologia dentro de si, procurando influenciar a todos que sofriam com aquela ditadura.

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A parte estética da obra se assemelha com os mesmos ambientes nos quadrinhos, com uma cidade vazia e sempre rodeada pela escuridão, onde os principais cenários são grandes salas de reunião ou esconderijos no subsolo. As frases geniais do personagem marcam seu papel, narradas pela voz de Hugo Weaving, dando uma entonação mais épica. Alguns planos ocorrem muito precipitadamente e o espectador acaba por perder a linha do filme, pois entra lembranças e, ao mesmo tempo, se mantém no presente. A obra peca apenas em pouco utilizar a figura de Natalie Portman como um símbolo de luta, estando lado a lado e vivendo as mesmas emoções e conhecendo os planos de V. Conseguiram criar uma sociedade totalmente a par do movimento V de Vingança, onde todos estavam mascarados, mas sendo utilizar de violência contra o exército. Acaba por ter um final muito pouco atrativo, com a morte do personagem sem qualquer explicação de valor para o contexto geral. Ele parece desaparecer, mesmo depois de tanto sofrer e se sacrificar pela igualdade de todos.

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Diretor: James McTeigue

Produtor: Joel Silver, Larry Wachowski, Andy Wachowski e Grant Hill

Roteirista: Andy e Larry Wachowski

Atores: Natalie Portman, Hugo Weaving, Stephen Rea, Stephen Fry e John Hurt

AVALIAÇÃO FINAL:

7

TRAILER:

Na Natureza Selvagem (2007)

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Até que ponto o homem pode ir para descobrir o seu mais puro desejo? Com essa indagação surgiu o filme Na Natureza Selvagem, baseado na história do americano Christopher McCandless. Seu sonho era atravessar os Estados Unidos, apenas com uma mochila e as roupas de seu corpo, afim de chegar no seu destino final: o Alasca. O estilo de vida que adotou se assemelha muito a geração beat, se tornando um “lobo solitário” vagando por estradas sem fim e conhecendo pessoas de formas inusitadas, e criando laços com cada um que contava a sua história. Chris nunca se interessou pelo rumo que seus pais queriam que ele seguisse, se formando e tirando uma carreira de sucesso como todos os outros; deixa para trás tudo que possa trazer algum significado do mundo capitalista, apenas sobrando aquilo que realmente necessita para sobreviver como um outro animal. O personagem parece sofrer de um grande distúrbio de solidão que o faz se desconectar de qualquer contato humano que posso fazer, graças a relação conturbada que via em sua família.

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Com belas tomadas de paisagens de tirar o fôlego, o diretor, Sean Penn, também apostou em criar uma trama com poucas cenas emocionantes e poucos diálogos, apenas com a voz do personagem narrando seus passos. Para entrar na pele do jovem, Emile Hirsch passou por uma transformação chocante, em que perdeu peso e se transformou em um verdadeiro homem das cavernas, capturando até uma psicologia diferente. Seu desafio maior foi fazer o público acreditar nos ideais pelo qual lutava, e assim, definiu uma forma de olhar inusitada, que indicava inúmeras emoções a partir de uma única face. A família acaba por ser o fundo do filme, se tornando o passado e o presente que sempre conviveram e perseguiram os sonhos dele, levando a se manter em seu caminho para o auto conhecimento. Para a temática utilizada, um roteiro milionário é desnecessário, sendo que apenas o momentos com as cenas de contemplação servem para a pessoa fazer uma viagem pessoal  e trazer a tona seus desejos de se rebelar contra a sociedade.

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Diretor: Sean Penn

Produtor: Sean Penn, Art Linson e William Pohlad

Roteirista: Sean Penn

Atores: Emile Hirsch, Marcia Gay Harden, William Hurt, Jena Malone e Kristen Stewart

AVALIAÇÃO FINAL:

8

TRAILER: