Um Dia de Cão (1975)

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O dia sobre o ponto de vista de uma dupla de ladrões de banco que acabam entrando na maior “roubada” de suas vidas. Em uma tarde normal no Brooklyn, um trio de homens entram calmamente em um pequeno banco local, um após o outro. Conforme vai chegando ao horário de fechamento e eles são os únicos clientes no momento, todos sacam suas armas e gritam: “isso é um assalto.” As coisas complicam logo quando um do grupo desiste da ação e foge. Tudo havia sido planejado para ocorrer sem problemas, mas o plano se esvai a partir do momento em que eles descobrem que o cofre estava quase vazio, juntando apenas algumas ninharias em dólar. Assim que ficam cercados pela polícia, criam planos para tentarem escapar de lá junto com os reféns, em vista de não voltarem para a prisão. O tempo vai passando e o espetáculo toma proporções enormes, todos começam a idolatrar Sonny Wortzik, junto de seu parceiro Sal. Até mesmo quando descobrem que um deles possui um amante e ganha símbolo do orgulho homossexual. Eles decidem fugir do país através de uma limousine que os levaria ao aeroporto e lá pegariam um avião grande o bastante para embarcarem junto de seus reféns. Ao cair da noite, a polícia realiza seus pedidos, os recebendo com um carro para levá-los para fora do banco. No caminho, Sal se mantém nervoso por ter medo da idéia de viajar e acaba levando um tiro na cabeça quando chega no local. O FBI trama um plano de última hora em que conseguem prender Sonny em frente a sua rota de escapatória. E isso coloca um fim em toda a confusão que durou uma tarde de cão.

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A história segue num fluxo alucinante e totalmente envolvente, em que somos atraídos pela relação dos assaltantes com a situação. Eles acabam transformando toda a tensão em comédia, sem saber o que irá acontecer no futuro. Ao se verem na TV transformam de forma que acabam virando “animadores de palco”, tentando satisfazer a platéia do lado de fora do banco. Al Pacino trabalha bem a forma psicológica de seu personagem. Ele encara o papel na visão de um verdadeiro ladrão de banco sem nenhuma noção do que está fazendo. Seus ataques de fúria é o que realmente conquistam a todos; ele se mantém como um exímio planejador de roubos, mas na verdade está passando por grandes apuros. O roteiro não possui nada de especial, a não um caso de conflito entre o homem honesto e o homem corrupto, mostrando como esses diferentes lados se enfrentam e como essa face é vista pela sociedade. A prova do mais forte vencer o mais fraco se torna um jogo em que cada lado deve provar seu valor no campo. As cenas externas são fantásticas, o cenografistas conseguiram juntar multidões e pararem ruas apenas para rodarem esse longa, com grande sucesso graças ao resultado surpreendente que deixou sua marca em Hollywood.

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Diretor: Sidney Lumet

Produtor: Martin Bregman e Martin Elfand

Roteirista: Frank Pierson

Atores: Al Pacino, John Cazale, Charles Durning, James Broderick, Chris Sarandon e Lance Henriksen

AVALIAÇÃO FINAL:

8

TRAILER:

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O Poderoso Chefão (1972)

The Godfather (1972)

A história de uma família mafiosa contada como a maior obra prima do cinema. Os Corleones são respeitados imensamente por todos aqueles que possuem alguma ligação com o ramo, desde padeiros até políticos poderosos. Sob o comando do mítico Don Corleone, todos os seus inimigos o temem e sabem que é um homem de honra e respeita mais do que tudo sua própria família. Porém, os tempos vão se tornando mais difíceis e outros mercados pretendem entrar nos Estados Unidos, mercados mais sujos do que os cassinos e prostituição: as drogas. Quando Sollozzo propõe ao Don fazer uma união entre a sua mercadoria ilícita com a de apostas em troca do partilhamento de contatos influenciadores para  facilitar a entrada do produto no país, ele recusa e busca manter sua imagem de gângster “limpo”. Então começa uma guerra entre os dois lados, em que muito sangue e corpos são deixados pelo caminho, como o do próprio Sollozzo, Capitão McCluskey, Bruno Tattaglia e Sonny Corleone. Nem mesmo Don foge disso e acaba sendo baleado com inúmeros tiros e consegue sobreviver. Quando seu filho, Michael, o vai visitar no hospital, percebe que ele está sem nenhum segurança e decidi escondê-lo em outro quarto, se transformando no que mais repudiava, um Corleone mafioso. Conforme segue a história, ele é enviado para a Sicília após ter matado os dois principais inimigos da família, e mesmo assim consegue escapar de atentados contra sua vida. Passado um ano, ele retorna aos Estados Unidos e se perpetua no lugar do pai, como o nove chefe do crime, tendo mudado totalmente sua mentalidade do início; agora está no topo da cadeia e ganha o respeito de todos.

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Todo o filme em si é uma peça magnífica da sétima arte, possuindo inúmeros detalhes, falas, personagens que transpiram a emoção do roteiro para o público. Você acredita estar diante de um mundo totalmente fora da nossa realidade. Coppola, além de dar recriar os anos 40 e toda a mentalidade de uma sociedade corrupta junto da família Corleone, teve em suas mãos os controles de mestres como Al Pacino, Marlon Brando, James Caan, Robert Duvall, entre outros. Sua câmera acompanhava cada passo dos personagens, mostrando a forma como se fazia negócios ao estilo mafioso. Com uma iluminação belíssima, tornando cada indivíduo mais misterioso, e cenários estonteantes de belo, desde uma Nova York pós Segunda Guerra até uma Itália cercada de montanhas e oliveiras, ao estilo medieval. A principal fala que se torna a mais marcante durante o filme e uma das mais conhecidas do cinema é quando Marlon Brando fala em seu sotaque italo-americano: ” Eu vou fazer uma oferta que ele não pode recusar”. Para fechar com chave de ouro, escolheram a trilha sonora mais tocante já feita, que mesmo sendo a mesma música em inúmeras cenas, não perdia a emoção do momento e dava um tom mais belo para algo tão brutal. Em conclusão, O Poderoso Chefão é o ápice de qualquer obra feita, unindo o estilo americano e, principalmente, o estilo italiano de filmar, com uma história fantástica que mergulha na alma dos Corleones e disseca toda sua face gângster e seu lado mais humano.

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Diretor: Francis Ford Coppola

Produtor: Albert S. Ruddy

Roteirista: Mario Puzo e Francis Ford Coppola

Atores: Marlon Brando, Al Pacino, James Caan, Robert Duvall, Richard S. Castellano, Diane Keaton e Abe Vigoda

AVALIAÇÃO FINAL:

10

TRAILER:

Alien (1979)

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O monstro mais grotesco e genial criado para mostrar que há vida fora da Terra. Ridley Scott tem a fama de estabelecer ambientes mais sombrios que prendem o espectador, de forma a se sentir como se fosse na pele do personagem. Ele tirou do papel a história de um grupo de viajantes procurando alguma forma de existência em Thedus e acabam por encontrar um ovo deixado por alguma forma de vida. Ao voltarem para a Terra, algo acontece e surge uma criatura alienígena dentro da nave, massacrando cada pessoa da tripulação e criando um caos em pleno espaço. Seus efeitos visuais são fantásticos até para a época de hoje; nele montaram cenários tão futurísticos como na obra de Kubrick: 2001, Uma Odisseia no Espaço.

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Esse filme deixou para sempre como marco a figura chocante e grotesca do Alien, com toda a sua forma física distorcida e sua famosa “língua” que funcionava como uma segunda boca. Ele procura chocar o público com cenas inimagináveis, desde um bebê alienígena saindo da barriga de um dos tripulantes até uma mulher tendo de combater seminua a criatura. A obra trata de assuntos como a solidão, em que ninguém pode lhe ouvir gritar por socorro, ao mesmo tempo que você é dilacerado por um ser pela qual tanto procura desvendar. Sendo utilizado o argumento principal: a sobrevivência do mais forte.

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Diretor: Ridley Scott

Produtor: Gordon Carroll, David Giler e Walter Hill

Roteirista: Dan O’Bannon

Atores: Tom Skerritt, Sigourney Weaver, Veronica Cartwright e Harry Dean Stanton

AVALIAÇÃO FINAL:

7

TRAILER:

Taxi Driver (1976)

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A justiça feita pelas mãos de um taxista sociopata. Rober De Niro vive um personagem desafiante: jovem taxista de Nova York com desvios de comportamento que busca limpar os pecados da cidade. Ele vagueia por ela em seu táxi, cuidando a tudo e a todos. Ao analisar seus atos, julga aqueles seres impunes e os desajustados; se considerando um messias enviado por Deus para salvar a humanidade. Travis Bickle possui sérios problemas de relacionamento e por isso, acaba se isolando do mundo, apenas de ocupando em criar planos para matar o presidente. Porém, começa a mudar seu ponto de vista sobre antigas ideologias, a partir do momento em que conhece Iris, uma prostituta de 12 anos. Acaba por se tornar seu protetor e volta toda sua ira e violência para aqueles que buscam fazer algum mal para o único resquício de bondade que encontra.

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A cena mais lembrada do filme é aquela em que o taxista se coloca diante do espelho e começa a dialogar consigo mesmo, dizendo: “Você está falando comigo? Quem você pensa que é?” Sua personalidade explosiva levou o diretor, Martin Sorsese, ao sucesso em Hollywood e ao topo do cinema cult. Nessa história, Nova York não é a mais o sonho americano, com belos parques e grandes prédios; ela é apenas um esgoto com inúmeros problemas econômicos, sociais e estruturais, onde abriga toda a origem do mal. A solidão é um personagem sempre presente ao lado de Travis, vindo a marcar seus atos. Sendo um trabalho independente com pouco investimento, a obra tende a ser vista como um espetáculo dos horrores e, ao mesmo tempo, um vasto campo de maravilhas. A magia está apenas nas feições do personagem. Sua ideologia se torna a ideologia Taxi Driver.

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Diretor: Martin Scorsese

Produtor: Julia Phillips e Michael Phillips

Roteirista: Paul Schrader

Atores: Robert De Niro, Cybill Shepherd, Peter Boyle, Jodie Foster e Harvey Keitel

AVALIAÇÃO FINAL:

9

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