A Dança dos Vampiros (1967)

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Um clássico que marcou para sempre a vida de Roman Polański. Contando com uma adaptação cômica da história do Conde Drácula, o filme segue a aventura do professor Abronsius e seu ajudante, Alfred, em uma terra distante e sombria, onde a população esconde um terrível segredo. Enquanto ficam hospedados na região, começam a descobrir detalhes peculiares que os levam a crer na existência de vampiros. Quando uma série de pessoas é descoberta com marcas de mordida pelo corpo, a situação piora e leva a dupla em busca da origem do problema. Seguindo uma das criaturas até o castelo nas montanhas, se colocam frente a frente com o Conde von Krolock e seu filho, Herbert von Krolock, com atitudes semelhantes a um comportamento homossexual. São forçados a passar a noite no local, em que vivem situações inusitadas, como a procura pela amada de Alfred, Sarah. Após uma tentativa falha de matar os vampiros chefes com uma estocada no coração, o aluno e seu mestre buscam um novo abrigo para ficarem durante a noite que se aproxima, sendo alvos fáceis para a festa que estaria por vir. A única forma de escaparem daquela casa dos horrores é se fantasiarem de vampiros à caráter de gala, junto da jovem. Porém, são descobertos a partir do momento em que apenas seu reflexo é visto no espelho; isso os torna a principal caça de todos os convidados. Ao escaparem por pouco são e salvos em uma carruagem, o garoto acaba sendo mordido pela amada, que se torna uma morta viva durante a fuga. O doutor sem perceber, leva consigo o mal que tinha perseguido desde o início.

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Além de uma equipe técnica fantástica, os diálogos são bem escritos, estabelecendo uma comédia de humor negro em meio a um conto de terror, mas que se interliga a sedução. Tanto Polański como seu colega acabam se tornando uma dupla sensacional, vivendo o bobo e o inteligente. Sua forma de ver toda a situação é distorcida, e isso torna a obra mais engraçadas ainda. A partir do momento em que eles são expostos em um ambiente macabro com figuras um tanto quanto suspeitas, sua existência se torna a chave da salvação para a felicidade. Sem contar com a fotografia bem trabalhada e formada por cenários magníficos, sempre cercados de neve e sob iluminação de velas. Os ambientes dentro do castelo se tornam o lado misterioso de toda a obra. Tudo vira um labirinto sem saída durante sua fuga, com decorações medievais e surrealistas. Como diretor do filme, Polański utilizou dos comportamentos de cada indivíduo para satirizar o conto, sendo que todos passam por papel de palhaço, mesmo com suas características malévolas. A ironia está na adaptação do romance para terminar em uma dança de vampiros.

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Diretor: Roman Polański

Produtor: Gene Gutowski

Roteirista: Gérard Brach e Roman Polański

Atores: Jack MacGowran, Roman Polanski, Sharon Tate, Alfie Bass e Ferdy Mayne

AVALIAÇÃO FINAL:

8

TRAILER:

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Dr. Fantástico (1964)

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Um longa envolvente mostrando o olho do furacão durante a Guerra Fria. Em uma base do exército americano, um general perde a cabeça e toma controle do local, colocando em prática um aviso de ataque nuclear à Rússia. Logo, o presidente e outras forças políticas se reúnem para tentar reverter o ocorrido e não levar a extinsão do planeta. Surgem inúmeras figuras cômicas, que acabam tendo de ficar a frente do problema, tentando se comunicar com a força aérea indo atacar o território inimigo. Todo o caos se estabelece na Sala de Guerra dos Estados Unidos, quando todos entram em conflito após o convite do embaixador russo, Alexei de Sadeski, feito pelo próprio presidente, que tenta legalizar uma amizade com ele e o Premier do país comunista. Mesmo depois de todas as tentativas, tudo dá errado e a bomba acaba explodindo. Porém, para apaziguar a situação, surge o cientista Dr. Strangelove, explicando seu plano, de origem nazista, para repovoar a Terra e reestabelecer uma nova sociedade. Ele acaba por fugir de seu “falso” personagem de bom estrangeiro, se levantando da cadeira de rodas e gritando: “Mein Führer, eu posso andar!”

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É com essa trama envolvente que Kubrick nos apresenta seu humor negro mais picante e seus diálogos mais controvérsios e enigmáticos postos na tela. Com sucesso, mostrou para todos como era infantil o embate entra as duas grandes nações mundiais, indicando que todos não passavam de um bando de homens em ternos elegantes, mas com atitudes infantis. O controle do mundo estava na mão de palhaços, e graças isso, ele teve seu fim digno de inúmeras explosões atômicas. É mostrado bem como funciona a mentalidade americana perante o resto da humanidade, em que sua própria população vale mais do que qualquer outra que o rodeia, sendo mais importante salvá-la do que por todos a perder. Nada escapa da visão do diretor, desde cenas contemplativas até ambientes em puro estado de guerra; ele também brinca com a luz, expondo os sentimentos de seus personagens através desse meio. Dr. Fantástico é, sem dúvidas, uma das maiores sátiras com cunho realista sobre a Guerra Fria.

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Diretor: Stanley Kubrick

Produtor: Stanley Kubrick

Roteirista: Stanley Kubrick, Terry Southern e Peter George

Atores: Peter Sellers, George C. Scott, Sterling Hayden, Keenan Wynn e Slim Pickens

AVALIAÇÃO FINAL:

8

TRAILER:

Psicose (1960)

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Hitchcock cria um monstro do suspense. Nessa sua obra aterrorizante, ele procura contar a história de Marion Crane, uma secretária que foge com 40 mil dólares de seu patrão e busca passar a noite em um motel. Porém, tudo se volta contra ela e acaba por ser assassinada pela mãe do dono do local. A cena em que é morta ocorre dentro do chuveiro, se tornando um emblema do cinema e dando vida a trilha sonora mais chocante de todos os tempos. Após sua morte, sua irmã, Lila Crane, e seu namorado, Sam Loomis, vão em busca de seu paradeiro. Assim, acabam descobrindo que o verdadeiro assassino de viajantes é o filho da suposta criminosa, na qual se vestia com suas próprias roupas, mesmo depois de seu falecimento.

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A psicose estava em sua cabeça e como atuava com as vítimas, tendo problemas de dupla personalidade e levando a um desfecho emocionante. Bates tem como papel a ”mão” da justiça feita sobre o assassinato de Marion, colocando o jovem psicopata no papel de Deus e limpando os pecados dos homens. Suas cenas em movimento se tornam apreensivas por possuírem um movimento mais lento. Cada passo dado pelos atores se torna um mistério e tem por finalidade prender a atenção de quem vê e mudar a percepção do publico sobre o seguimento da narrativa. O diretor entende tudo de técnicas de luz e sombra, o que dá mais drama e suspense para seu filme. Além de um cenário macabro, cada cena envolve o público e o leva a uma caçada instigante digna de Hitckcock.

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Diretor: Alfred Hitchcock

Produtor: Alfred Hitchcock

Roteirista: Joseph Stefano

Atores: Janet Leigh, Anthony Perkins, Vera Miles, John Gavin e Martin Balsam

AVALIAÇÃO FINAL:

8

TRAILER: