Godzilla (2014)

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Uma obra prima do cinema japonês trazida às telas como um fantástico blockbuster. Godzilla marca os olhos dos espectadores não pelos efeitos especiais de ponta ou cenas marcantes com um jogo sonoro estonteante, mas sim pelo seu próprio roteiro e a forma inovadora como foi colocado a amostra. O filme gira em torno do assunto mais marcante do última século: as bombas nucleares e suas devastações para com a humanidade. Dado um apanhado de filmagens de época para mostrar como eram testados os mecanismos de guerra, junto a estudos científicos de criaturas jurássicas possivelmente vidas, apresentam para o público uma pequena história mostrando um lado educacional provando a possibilidade da existência desse ser. Conforme segue a história, somos apresentados à família de Joe Brody, um cientista americano voltado para estudos nucleares em uma usina no Japão. Após um grande desastre que leva a vida de sua esposa e destrói uma cidade inteira, Joe se isola de seu filho, buscando apenas descobrir a causa de todo o seu sofrimento. 15 anos se passam e seu filho, Ford, volta como um desarmador de bombas da marinha para tirá-lo da cadeia. Conforme segue, descobrem que realmente existia alguma atividade suspeita nas antigas instalações da usina, ocasionando um novo desastre surpreendente que traz a tona uma criatura monstruosa de centenas de metros chamada MUTO, que ataca a todos na área e foge do local em busca de radioatividade, sua principal fonte de alimento. Ela parte para o seu novo destino de destruição, o Havaí. Porém, surpreendentemente renasce das profundezas do mar, a criatura mítica, que antes acreditavam ter sido extinta com uma bomba nuclear nos anos 50, Godzilla. Este parte contra o outro gigante e ambos travam uma batalha impactante que acaba com todo a cidade local. Assim, a mídia e os noticiários se alarmam, repassando as imagens para todos, que buscam se refugiar. Mas nada adianta, sendo que ambos seguem seu confronto em direção ao litoral dos Estados Unidos, começando por Las Vegas e indo até a Califórnia. Descobrem, então, a existência de um outro ser MUTO, dessa vez uma fêmea. A nova missão dos militares é exterminar os filhotes da criatura mãe e colocarem um fim no rastro de atrocidades deixado pelos monstros. O que se segue é o confronto mais emocionante exposto nas telas de cinema entre seres gigantes presenciado nos ambientes usuais dos filmes: cidades americanas.

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O jovem diretor Gareth Edwards espanta aqueles que pouco esperam de mais uma série da coletânea japonesa. Ele brinca com a percepção e o som, sendo visto os seres de baixo, como se fôssemos formigas. O uso de 3D marca uma grande história do início ao fim, sendo que os detalhes gráficos de cada criatura que mais chocam. A beleza como foi colocado as figuras caricatas, parecidas com as primeiras criadas na época do primeiro filme Godzilla. Mesmo com atuações pouco chamativas, excluindo a pequena aparição de Bryan Cranston, que é sempre uma obra prima, a trama segue bem chamativa e aprisiona a atenção do espectador. Você chega a ponto de torcer por uma das criaturas desde o primeiro combate. Elas passam a ser vistas como personagens dentro do meio “humano”, e não monstros que querem colocar um fim na Terra. Em um ponto do filme, você percebe uma ligação entre o próprio Godzilla com o personagem Ford, sendo que ambos estão ambientados como heróis, que devem cumprir seu papel de salvar o dia mesmo custando as suas vidas. O sempre deixa a desejar é a forma como é colocada a destruição, onde em um momento a cidade não passa de poeira e restos de prédios, e no outro, todos estão bem e sem nenhum problema sério, seguindo a vida como se nada tivesse acontecido. Fora isso, tudo se torna impecável, desde uma edição de ponta que não tira a atenção em nenhum momento das cenas até a mixagem do áudio de forma espetacular, com novos estilos de sons emitidos pelas criaturas. Por fim, Godzilla mostrou-se um filme de grande valor para com a arte do cinema oriental, e até mesmo, ocidental. Vale a pena conferir nos cinemas essa peça marcante em 2014 como um dos grandes longas produzidos. A promessa foi cumprida e o que nos apresentam vale cada centavo do ingresso.

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Diretor: Gareth Edwards

ProdutorThomas TullJon Jashni, Mary Parent e Brian Rogers

Roteirista: Max Borenstein

Atores: Aaron Taylor-Johnson, Ken Watanabe, Elizabeth Olsen, Juliette Binoche, Sally Hawkins e Bryan Cranston

AVALIAÇÃO FINAL:

8

TRAILER:

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