A Caça (2012)

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Um espetáculo que mostra a verdadeira fragilidade do caráter das pessoas e o agonizante julgamento do homem. As coisas pareciam seguir bem alegres para Lucas, um professor de jardim de infância, amado por todos os seus alunos. Mas sua vida pessoal passava por maus bocados, enfrentando um divórcio e a guarda do filho com sua ex-mulher. Quando recebe a boa notícia que o garoto decide viver com ele, sua ânimo muda e começa a ver tudo de forma mais positiva. Ao mesmo tempo que ganha de um lado, perde de outro, ao passo que é falsamente acusado de abuso sexual por uma de suas alunas, que tinha uma queda por ele. Logo, todos os seus colegas de emprego o encaram como um bandido e decidem expulsá-lo da escola. Sem entender o que está ocorrendo, mesmo estando a parte da situação, Lucas se vê diante do isolamento por parte de todos aqueles que antes eram próximos. Até mesmo seu filho sofre as consequências quando decide visitá-lo, sendo um dos únicos a ver o pai como vítima e não o culpado. Após inúmeras situações humilhantes em sua vida, o professor procura o seu melhor amigo, pai da suposta garota abusada, e lhe mostra a sua face com todo o sofrimento pelo qual vem passando. Ela acaba confessando ao pai que tudo tinha sido invenção e que na verdade o homem nunca tinha feito nada com ela. Assim que todo o conflito diminui de proporção, todos os amigos voltam a se reunir para comemorar a licença de caça do filho de Lucas, que ao se aventurar pela primeira vez ao lado do filho é recebido com uma violenta surpresa.

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Thomas Vinterberg possui grande fama por ser um dos pioneiros na divulgação do estilo Dogma 95, junto de cineasta como Lars Von Trier. Ele trabalha com uma forma de cinema sem efeitos especiais ou cenas de ação, mas sim o conflito interno de cada personagem que acaba se transpondo para a platéia. Esse efeito causa uma explosão de emoções que por conseguinte levam a um sentimento de estar presente junto a trama. Somos levados por um roteiro totalmente manipulador e auto destrutivo, em que leva o seu personagem principal ao ápice da desgraça e sofrimento. Aos poucos ele vai tirando tudo que há de bom em sua vida e começa a voltar-se o mundo contra si, parecido com os contos de Nelson Rodrigues. Graças a um ator exímio, com um padrão de atuação totalmente marcante, podemos sentir a dor da pessoa. Mads Mikkelsen não é apenas uma simples vítima do destino nessa obra, mas uma prova viva de podemos destruir até mesmo os que mais amamos por causa de um falso pré-julgamento. Esse filme não merece nada menos que uma medalha de ouro, sendo uma das obras mais marcantes dos últimos anos.

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Diretor: Thomas Vinterberg

Produtor: Morten Kaufmann, Sisse Graum Jørgensen e Thomas Vinterberg

Roteirista: Tobias Lindholm e Thomas Vinterberg

Atores: Mads Mikkelsen, Thomas Bo Larsen, Alexandra Rapaport, Annika Wedderkopp e Lars Ranthe

AVALIAÇÃO FINAL:

10

TRAILER:

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