O Diário de um Adolescente (1995)

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A juventude e sua imersão nas drogas, contada pelo própria face do vício. Nova York, anos 90, a cidade com seu cenário marcado pela sujeira e criminalidade é palco de um grupo de jovens estudantes, que buscam diversão todo o tempo. Eles seguem as aulas em uma escola de padre, mesmo através de inúmeras reprovações, e praticam basquete, sendo um time de destaque na cidade. Quando seu destino os leva a procurar mais emoção que o normal, são apresentados ao mundo dos ilícitos, iniciando apenas com um baseado. Jim Carrol vive a maioria dos conflitos, como a morte do amigo Bob pelo câncer. Seu vício vai crescendo a medida que buscam “baques” mais fortes, chegando a injetar heroína em meio a mendigos e desordeiros. O pior da situação começa quando são expulsos do colégio por estarem totalmente drogados durante uma partida de basquete. Sem rumo, eles buscam apenas mais droga para bancar o desejo de sentir prazer. Cada um do grupo sofre nas mãos das ruas a partir do momento em que cometem crimes, sendo presos e mandados pro reformatório. Jim consegue escapar dessas punições, mas acaba entrando mais fundo no submundo e comete atos totalmente baixos para seu caráter. Mesmo seu amigo Reggie o acolhendo e lhe dando casa e comida, o jovem consegue fugir e busca drogas com seus antigos conhecidos. Todos acabam por humilhá-lo ainda mais e ele recorre a ajuda da mãe, que antes o havia expulsado de casa. Ela, com medo de seu próprio filho, chama a polícia que leva o garoto para a cadeia, onde é tratado como adulto, mesmo tendo apenas 16 anos. Ao sair limpo e com sua mente mudada, se torna um grande escritor, poeta e músico.

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Mesmo com todas as suas cenas fortes, o filme de aparência independente é um choque naqueles que acreditam que o mundo de um adolescente é só o muro de uma escola. Não acreditamos a que ponto chega o ator Leonardo DiCaprio com sua mudança física e comportamental. Ele entra na pele de um verdadeiro viciado, agindo como um monstro em busca de algo que lhe satisfaça. Conseguimos sentir dor apenas pelos gritos do personagem, que transpõe de forma tão realística que marca as telas. Os círculos de amizade também são um símbolo das falsas identidades, ou o que acreditamos ser correto. São postos como exemplo desde professores tarados até alunos paranóicos. Nada escapa do olhar do diretor, que cria ambientes chocantes e transições fantásticas de imagem. As cenas tentam transmitir maior agilidade dado ao tema se tratar de adolescente, então colocam uma imagem distorcida e com efeitos de sombra chamativos. O roteiro, baseado na vida do próprio Jim Carrol, narra uma crítica social do início ao fim, em que a busca da felicidade acaba sendo vista como solução para os problemas de muitos. Os fortes diálogos são a prova de cada um que passou pelo filme pôde sentir na pele como sofre e encara as ruas um verdadeiro viciado. Ele mostra que estamos presos em um caminho sem saída, o que manipula cada vez mais nossas emoções.

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Diretor: Scott Kalvert

Produtor: Liz Heller e John Bard Manulis

Roteirista: Bryan Goluboff

Atores: Leonardo DiCaprio, Lorraine Bracco, James Madio, Mark Wahlberg e Bruno Kirby

AVALIAÇÃO FINAL:

8

TRAILER:

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