Blade Runner (1982)

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Em um futuro não muito distante, humanos acabam convivendo e caçando suas próprias réplicas, dando um novo sentido para a escravidão. Deckard, um policial cansado de caçar máquinas conhecidas como replicantes, busca se isolar de todos vivendo apenas no submundo. Porém, um grupo deles escapa e deixa um rastro de terror por onde passa, indo atrás do seu criador para ganhar mais tempo de vida. Logo a polícia descobre sua existência, após um ataque feito durante uma das entrevistas com um replicante. Se vêem forçados a chamar o detetive já aposentado para descobrir o paradeiro desses fugitivos ameaçadores. Mesmo contra sua vontade, ele percorre as partes mais sombrias da cidade atrás de respostas e acaba se apaixonando por uma robô que mantinha sua identidade em segredo. Sua missão acaba tendo o propósito desviado, encarando sua caça como algo de caráter duvidoso. Ele cumpre com a promessa e vai derrubando cada criminoso que cruza seu caminho, sobrando apenas o líder e mais perigoso de todos, Roy Batty. Acabam por travar uma luta de tirar o fôlego, e mesmo  sendo massacrado pelo oponente, Deckard se vê diante da morte, mas o destino interfere e Roy o salva; provando que até mesmo sua raça tem compaixão, diferente dos humanos.

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O aspecto mais chamativo de toda a obra está na fotografia, em que conseguiram reproduzir uma cidade totalmente futurística tomada pelo caos. Seu cenário é sombrio e mostra a solidão das pessoas como principal forma de existência, o que os leva a criar robôs, para satisfazer esse vazio. Desde aparelhos eletrônicos até prédios monumentais, todos os seus detalhes são perfeitos e impactantes, pois dão uma perspectiva totalmente inovadora do que serão as áreas urbanas daqui há alguns anos. Sem mais nem menos, essa peça de arte desenvolvida por Ridley Scott tem forte influência no cinema, por modificar a forma de ver a civilização atual e como ela irá se transformar em alguns anos. Além do personagem de Harrison Ford ser menos impactante que o vilão principal, a trama não deixa a desejar. Rutger Hauer tem uma incrível presença em seu papel, transpirando cada fala e trabalhando com o seu lado emocional. Assim, cria uma figura enigmática que engana o espectador e o faz, ao mesmo tempo que torce contra, também torcer a favor. Conclui-se que sob todas as diferenças, a paixão ainda se torna mais relevante entre as duas raças e isso acaba por uni-las, desmistificando tudo o que foi visto no início.

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Diretor: Ridley Scott

Produtor: Michael Deeley

Roteirista: Hampton Fancher e David Peoples

Atores: Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young e Edward James Olmos

AVALIAÇÃO FINAL:

8

TRAILER:

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